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segunda-feira, abril 30, 2007

Prémio do mês / Abril 2007


José Ribeiro e Castro

(limitado ao stock existente. não se aceitam devoluções)

"Estrelinha que te guie, Caralhinho que te foda!

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Colocado por Bart Simpson 10:37 p.m.  

Com os pés na terra IX

Quando há um ano comecei a fazer o meu jardim, trouxe um rebento do Douro e outro do Algarve. O aroma é fabuloso! As folhas colam aos dedos!
E, já agora, o do Douro foi o primeiro a florir.
Quanto ao nome da planta, deixo que uma habitual frequentadora deste jardim o diga, até porque...



Foto: Patologista

Uma vez por semana, uma foto do meu jardim

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Colocado por patologista 3:58 p.m.  

domingo, abril 29, 2007

"When I'm Sixty Four"

Nunca escrevi aqui algo de pessoal, intimo. Pedi-o aos meus colegas de blog (a quem agora estendo as desculpas pelo meu desvio) que fugissem de temas mais a olhar para o umbigo. Meios lamechas. Quase dois anos depois de começar, é altura de o fazer.

Se o meu pai fosse vivo faria hoje 64 anos. Morreu no final do ano passado e continuo a lembrar-me dele quase todos os dias. Quase, porque tenho a “sorte” de me preocupar com merdas que me dão muito que fazer e ocupam o tempo.

Lembro-me de ir com ele a Moçambique, de fazer a Rampa da Falperra, de andar com o Gyannone, da guerra com o meu 2Cv, e recordo-me todos os dias da sua voz forte e rouca. Lembro-me que nunca cheguei a acabar de ver o “1900” com ele (foi às sapatadas e fosse com quem estivesse por perto) e que jamais terei comigo a sua visão caustica de quando Carlos Sousa saiu da CM Setúbal. Tenho pena dos pequenos intervalos em que não estive com ele. Foram provocados por burrices minhas, casmurrices dele ou por filhas da puta que se intrometeram.

Hesitei até à última se devia deixar o link para outro blog (absolutamente sigiloso) que mantenho há mais de um ano, mas acho que não quero nem devo mesmo fazer. Deixo, sim, link para o blog que ele começou a escrever o ano passado.

Desculpem a interrupção. A emissão segue dentro de momentos.

Colocado por Bart Simpson 11:04 p.m.  

sábado, abril 28, 2007

Rewind?

Tem alguma graça Carmona Rodrigues ter pirado para Londres. Noutros tempos íam para o Brasil.

Colocado por Bart Simpson 11:53 p.m.  

É elogio, sim senhor! E depois?

É um frenético futeboleiro (acho que é verde, já nem me lembro bem) e com pensamentos distantes dos meus, mas tem fotos fantásticas!

Colocado por Bart Simpson 7:44 p.m.  

sexta-feira, abril 27, 2007

A rever (ou a ler nas entrelinhas)

Cavaco Silva fez um discurso interessante no que à banalização das comemorações do 25 de Abril diz respeito. No entanto, algumas questões se levantam. Primeiro, CS não chegou a fazer propostas (como se tem dito por aí), mas sim terá levantado a ponta de um véu que convém que seja discutido a fundo.

Como ponto de partida, convirá perceber se a mensagem é para fazer mais e melhor, envolvendo tudo e todos para recordar esse dia histórico, ou se, como certamente interessará a muitos, deixar que a Revolução dos Cravos passe a ser apenas mais um feriado. Foi isto que CS não disse, o que realmente quer que seja.

Julgo ser pertinente entrar nesta temática, até porque os diversos governos tem sistematicamente atirado para canto no que diz respeito a apoios, logísticos e/ou financeiros, a entidades sem fins lucrativos que foram criadas para o efeito, contando com um conjunto de voluntários que muitas vezes pagam despesas do seu próprio bolso.

É triste, como no ano passado, passar pela Baixa do Porto e encontrar 300 pessoas, quase metade delas conhecidas, para celebrar "qualquer coisa". É que qualquer dia, o 25 de Abril passará a ser essa “qualquer coisa”, em que meia dúzia de estarolas sobem para um palco, cantam umas tretas mais ou menos afinadas, mandam umas bocas e bebem uns copos. Este dia merece muito mais.

A não ser que a Presidência da República queira promover celebrações a sério, com direito a muita pompa e circunstância, assim mais ou menos como acontece no 13 de Maio, em que a têvê pública dedica horas a fio a uma transmissão banal, de milhares de pessoas a fazerem coisa nenhuma.

Colocado por Bart Simpson 12:39 a.m.  

quinta-feira, abril 26, 2007

O planeta em números

Mesmo não sabendo da cientificidade dos dados, dá que pensar. E é assustador!

Colocado por patologista 10:49 a.m.  

Transformers








Recebido por mail

Colocado por patologista 10:32 a.m.  

Tristeza franciscana


Os lisboetas (em boa verdade não, já que de gema poucos existem; estaremos a falar mais de alentejanos, beirões e transmontanos convertidos), deram ontem mais um exemplo de provincianismo.

Com a abertura do túnel do Marquês, e mau grado a derrapagem gigantesca, a população saiu à rua para dar vivas a Salazar, perdão, Carmona, e pulos de alegria. Até houve os parolos que deram “n” voltas ao quarteirão na esperança de serem os primeiros a passar os 2 quilómetros de estrada, ou aqueles que íam a correr à frente do pelotão para chegar ao outro lado na pole position. Ontem não se preocuparam com o custo da gasolina, nem com o engarrafamento, nem com jantar frio e tardio. Ontem foi um dia de enorme felicidade, em que um país de tesos se levantou do chão.

Colocado por Bart Simpson 10:18 a.m.  

quarta-feira, abril 25, 2007

Já lá vão trinta e três...


"Uma tripe fenomenal, proibida de voltar atrás. Viva a liberdade."

Colocado por Bart Simpson 12:39 a.m.  

segunda-feira, abril 23, 2007

Não apaguem a memória


Em vez de ficar a olhar para ontem, ver um filme pornográfico ou simplesmente ler a Maria, dediquei a minha tarde de sábado passado a visitar o Museu Militar do Porto. Era a segunda vez que tal encontro acontecia e, tal como no ano anterior, quis ouvir, em discurso directo, as amarguras por que passaram as vítimas do fascismo em Portugal. Para mal de todos os nossos pecados, os manuais escolares de hoje preferem focar as desventuras dos Morangos em vez de realçarem o que de importante o 25 de Abril provocou nas nossas vidas. O que podemos escrever e ler hoje em dia é fruto de um punhado de valentes, valentes esses que ousaram lutar contra o sistema.

Ouvi relatos arrepiantes, de diversos requintes de tortura. Chocou-me, particularmente, a história de um preso que esteve na posição de “estátua” durante 8 dias a fio. Para quem não sabe, “estátua” queria dizer que se tinha de ficar em pé, imóvel. Sem um único movimento. Hirto. À mínima fraqueza, um zeloso PIDE estaria por perto e descarregaria a ira do senhor Oliveira, esse grande português.

Nos dias em que tanto se discute a implantação de um Museu Salazar na sua terra natal, Santa Comba Dão, será que a CMPorto tão pouco pode fazer para erguer um Museu da Resistência?

Obs: a caixa de comentários vai continuar aberta, como sempre. Quem me quiser insultar pode usar o email que está lá em cima. Escusam de incomodar os outros, se não é nada com eles. Se é comigo que queres andar ao molho, não sejas tão infantil e assume-te. Afinal, o IP revela de onde vens. É impossível não deixar rasto. Não vês os CSI’s?

Colocado por Bart Simpson 11:42 p.m.  

Negócio da China


Jerónimo Martins é um dos poucos magnatas em Portugal. É natural que assim seja. A cobrar 2 cêntimos por saco de plástico quando a produção de largos milhões deles custa muito menos...

Colocado por Bart Simpson 9:35 a.m.  

sexta-feira, abril 20, 2007

com os pés na terra VIII

Foto : Patologista

Uma vez por semana, uma foto do meu jardim

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Colocado por patologista 11:46 p.m.  

Profissional


Paulo Portas demonstrou no frente-a-frente com Ribeiro e Castro que não brinca em serviço. A sabática passagem pela SicN deu para polir um homem que faz da politica o seu habitat natural. Provocando o (ainda?) líder do PP (será CDS?) a usar a segunda pessoa do singular durante quase todo o debate, levou a discussão para um campo em que é mestre. Mestre em controlar os tempos do adversário e atirando-o contra as cordas. Se ganhar amanhã a liderança do partido, Portugal ficará com dois especialistas na arte da comunicação. Sócrates, e os seus boys, terão um problema adicional, se bem que o CDS (ainda o será no domingo?), pouco mais deverá representar que um utilitário. Qual o queijo que sairá da cartola, em 2009, quando Sócrates tiver de aprovar um Orçamento em minoria?

Colocado por Bart Simpson 6:04 p.m.  

quinta-feira, abril 19, 2007

25 de Abril fedorento!

Estamos quase no 25 de Abril. Dia em que se comemora uma revolução com 33 anos. O dia em que conquistamos valores como a liberdade, justiça, igualdade, o direito à educação ou o fim da censura.
Todos os anos se comemora este dia um pouco por todo o país. Cada ano que passa esta comemoração tem menos gente, menos entusiasmo. Resumem-se, normalmente a um discurso, sem dúvida importante, mas a cheirar a bafio… E a memória vai-se perdendo.
Ora vem isto a pretexto da ideia que a Juventude Socialista, com o apoio imediato da Juventude bloquista teve de convidar o “gato” Ricardo Araújo Pereira para fazer o discurso representante dos jovens. E para os jovens. A ideia era óptima! Em vez de um representante de uma qualquer juventude a fazer um discurso banal, teríamos um ídolo da juventude que poderia mostrar àqueles que nasceram depois da revolução a importância que esta teve no dia-a-dia de todos. Poderia “despertar” algumas mentes para a importância da democracia. Quando à noite, no telejornal, a reportagem passasse, em vez de ignorarem, muitos jovens poriam mais alto para ouvirem o “fedorento” . E alguma mensagem passaria.
Mas eis que surge a Juventude Comunista que inviabilizou o nome de Ricardo Araújo Pereira! Porquê? Se bem os conheço a única razão foi a de o humorista ter sido militante da Juventude Comunista e ter cometido o crime de abandonar a militância.
Ou seja, por puro despeito a Juventude Comunista impediu uma comemoração um pouco diferente, e certamente mais apelativa. Basicamente, os Jovens Comunistas CENSURARAM as comemorações de Abril!!! Irónico, não?
Ao que parece os Jovens Comunistas ainda não entenderam bem o significado do 25 de Abril! O facto de terem contribuído decisivamente para a Revolução não dá aos comunistas o direito de se apropriarem dela. Porque a liberdade conquistada foi para todos, não só para alguns… E isso parece difícil de explicar. Já militei na JCP durante a minha Juventude. Saí porque não gostava das palas que me queriam colocar. E não gostava desta mesquinhez de alguns dos seus membros. E é uma pena.
Custa-me a pensar, e mais ainda a verbalizar, mas estas atitudes levam-me a pensar que muitos comunistas lutaram pela revolução, não para termos todos a liberdade desejada, mas sim para imporem a sua visão limitada de liberdade. E como o espírito do 25 de Abril se vai perdendo nestas guerrinhas. E que desgosto devem ter aqueles que lutaram anos pela verdadeira liberdade, passaram anos na cadeia, viram familiares morrerem ás mãos da PIDE, para tudo se ir esvaindo assim.

Colocado por patologista 6:56 p.m.  

quarta-feira, abril 18, 2007

Universidade Independente

Após visionar uma reportagem sobre as declarações "bombásticas" anunciadas pela UnI, não posso deixar de me perguntar:

O que estará neste momento na mesa de negociações:
a) A manutenção da Universidade Independente?
b) Altos cargos e salários como forma de compensação aos administradores?

Este tema já cheira pior do que mal. Chegou-se ao cúmulo de ameaçar "bombasticamente" os prevaricadores como forma de negociação!
O nosso falso-Engenheiro deve estar muito preocupado, por esta altura...

Estou a comprar uma guerra, ó se estou


Este recanto da blogosfera nasceu em Junho de 2005, mas antes disso já eu andava a bisbilhotar por aí. Li de tudo: textos fantásticos, assim-assim e execráveis. No fundo, é tudo uma questão de gosto e género. Certamente que muitos dos que por cá passam (passaram, passarão), tem uma opinião idêntica à minha. Seguramente que o nível do que por cá se escreve não é sempre o mesmo (bom ou mau, consoante a perspectiva), denominador comum a todos os blogs. No entanto, e fazendo jus ao desafio e “promessa” por nós assumida aquando do começo desta aventura, não nos ficamos pelas meias palavras. Do alto das nossas 35 mil visitas (seja lá o que isso for), diz-se, sem rodeios: o que se lê, quase todos os dias, neste blog, é francamente mau. Por ser assim, vai direitinho para a caixa “Abaixo de Cão”.

[adenda:] A elevação é tal, que o autor do dito blog se dignou a responder da única forma que sabe:

P.S: aos autores do outro blog... um sincero e sentido... fodam-se....

P.S.2: e já agora... se não se quiserem foder... sempre podem ir para o caralho... o preço é o mesmo...

[adenda2]: o perfil já não consta. foi-se. kaput. porque terá sido?

[adenda3]: para completar o ramalhete, vários comentários foram censurados. a crítica incomoda muito, não é? nós por cá, somos democratas...

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Colocado por Bart Simpson 1:24 p.m.  

terça-feira, abril 17, 2007

Avante camarada

Não percebo o espanto e histerismo de muitos pela vitória de Salazar. Como o voto foi electrónico, certamente que aqueles que elegeram Castelo Branco como o Rei dos Brother’s fizeram questão de participar neste momento decisivo do país, bem mais importante que votar sim ou não no Referendo (“sim, esta é que é uma eleição a sério”, terá pensado o Zé Naifa ao mesmo tempo que mandava a mulher à tasca buscar mais 4 cervejas bem geladas e um prato de moelas pago com o ordenado dela, uma vez que o dele já se havia espatifado em putas; ou então daquele outro que se arroga no direito de mandar os colegas fazer o seu trabalho, baldando-se descaradamente mas hábil no truque do “lambotismo”; ou então o expert na fuga aos impostos e a dar um “saquete” no bom do fornecedor que apenas está ali a fazer o seu honesto papel). Está tudo à vista neste resultado, todos os sinais preocupantes de numa sociedade que ainda não fez o luto da ditadura mas que alguns insistem em não passar à frente.

Os habitantes de Santa Comba Dão e os militantes do PNR estão de parabéns. E Jaime Nogueira Pinto, esse visionário, que deu uma imagem nobre de alguém que não permitia, entre outros pormenores sem importância alguma, direitos de igualdade entre homens e mulheres. Coisa pouca, portanto. Mas é assim. Em democracia também se perde e desta vez Salazar venceu. O que vale é que já está morto e enterrado. Valha-nos isso.

Já agora (e para que conste) não votaria em Cunhal – com toda a certeza.

Colocado por Bart Simpson 12:12 p.m.  

segunda-feira, abril 16, 2007

Já lá vão quantos anos?

A história recente de Carlos Cruz e Herman José cruza-se. Depois de todas as suspeitas no processo Casa Pia, ficarão para sempre com essa mancha junto do povo português, esse momento em que a suspeita lhes toldou a fama e a estima dos fiéis. No entanto, se estivesse no lugar deles, não me preocuparia. Quando inventarem um programa de televisão para eleger o português mais perseguido, certamente que os nomes deles figurarão em primeiro plano.

É que ainda por cima, das 800 testemunhas "só" foram ouvidas cerca de 300 e as páginas são já mais de 40 mil. Portanto, alguém acredita que isto vá dar alguma coisa? Sobra é para o Bibi... Chego a ter pena do moço de recados.

Colocado por Bart Simpson 9:45 a.m.  

domingo, abril 15, 2007

Música no blog (bem alto!)

Smashing Pumpkins - "Zero"

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Colocado por Bart Simpson 4:41 p.m.  

sexta-feira, abril 13, 2007

Pré-reforma


Não verei o último Stallone, Rocky para os amigos, aliás como todos os outros (se a memória não me pregar nenhuma partida). Ele há gente que não tem a noção do triste espectáculo e figura. É mais ou menos como o Herman. Ou então, seria igualmente ridículo se eu fosse convidado para "ilustrar" um spot de uma cadeia de ginásios: com a minha barriguinha não convenceria ninguém...

Colocado por Bart Simpson 9:45 a.m.  

quinta-feira, abril 12, 2007

O crime compensa, já dizia Woody Allen

A recente decisão do Supremo Tribunal de Justiça não pode passar entre os intervalos da chuva.

O caso remonta a 2001, em que o jornal Público deu à estampa a notícia que o clube de futebol Sporting tinha uma dívida fiscal de 470.000 contos (na era dos escudos). Acto contínuo - prática comum do chico-espertismo-tuga - o clube negou a existência dessa dívida e processou o jornal. 6 anos depois, a notícia foi provada como verdadeira, mas é aqui que a justiça não se aplica: o STJ considerou que "é irrelevante que o facto divulgado seja ou não verdadeiro porque se verificou a ilicitude desde que afecte o crédito e a reputação do visado" e ainda condenou o Público a pagar 75.000 euros de indeminização. Se não fosse trágico, dava para rir.

Ora, se eu afirmar, mostrar provas, juntar testemunhas, que um determinado empresário de nome Manuel Rocha me deve mais de 5000 euros há quase dois anos, será que serei eu o mau da fita? Então os pulhas é que se devem sentir como virgens ofendidas?

Na volta, seria interessante verificar se nenhum elemento do STJ terá algum cargo ou compadrio com esta associação criminosa, perdão, clube de futebol. E mais: aos dirigentes leoninos que mentiram, com todos os dentes - como se provou - nada acontece?

Colocado por Bart Simpson 12:25 a.m.  

quarta-feira, abril 11, 2007

Palavras para quê?

Colocado por António Medon 3:14 p.m.  

Engenheiro?


Eu não sei se o "tipo" é engenheiro ou não. Nem me interessa. Não é obrigatório ser engeneiro, arquitecto, médico ou outra "merda" qualquer para se ser Primeiro Ministro. É preciso ser correcto, honesto, e sobretudo lutar por este país. Em relação a isso temos muitas dúvidas.

Mas penso ser grave se ele nos enganou a todos.

Como podemos ter confiança, a tal confiança, que ele pede, se ele até nos engana na sua profissão.

José Carlos de Vasconcelos, dizia hoje que é grave se for verdade, e que teria graves consequências políticas.

Se for verdade, eu digo que ele deve ir embora e vir outro que não tenha vergonha de ser mais um de nós: um ZÉ NINGUÉM!

Colocado por António Medon 3:04 p.m.  

terça-feira, abril 10, 2007

Loja do Cidadão

Hoje fui à Loja do Cidadão.

"Que grande seca vou apanhar", pensava eu no metro... Mas estava longe de imaginar os dois episódios caricatos com que me viria a deparar.

1) Sentadas a um metro de distância, estavam duas criaturas às quais não posso senão apelidar de labregas. Em cada duas palavras que lhes saíam pela boca, três eram palavrões daqueles de fazer corar a minha vizinha do terceiro andar...
Tinham uma certa dificuldade em falar baixo, uma vez que o telemóvel com que brincavam fazia soar bem alto os mais inusitados ruídos. Confesso que me contagiaram com um sorriso com a cara que fizeram ao ouvir uma ovelha (nem quero imaginar o que estaria a acontecer no ecrã do telemóvel).

"Imigrar", pensava eu por esta altura, quando uma delas foi chamada para ser atendida. A outra criatura ficou quieta e caladinha, como se tivesse perdido a sua companheira das aventuras de escárnio e verborreia associada. Sinceramente, tive pena da sua muda inquietude como tenho pena quando esborracho uma barata. "Porra, que já se calou". E o tempo passava...

2) Uns metros à frente, uma das funcionárias de atendimento atendia a mesma pessoa há quinze minutos. A funcionária do lado, que não atendia ninguém, lá se juntava à amigável conversa.
O tempo passa...
A funcionária do lado já tem uma pessoa para atender mas continua a dar duas de letra com a sua colega, que mantém a amigável conversa com a pessoa diante de si.
O tempo passa...
Chega o número 458, aleluia! Fui atendido no guichét junto da alegre funcionária, que já "atendia" a mesma pessoa há cerca de 25 minutos.

Reparei que as questões colocadas pela pessoa atendida ao lado se prendiam com questões de elevada pertinência como a média com que acabou o curso, o que as colegas (de ambas, pelos vistos era amicíssima da funcionária) estavam a fazer; uma troca de e-mails para combinarem não sei o quê; "A minha irmã tirou psiquiatria e faz isto e aquilo". Vinte e cinco minutos minutos daquilo...

FODA-SE!!!!
NÃO HÁ PACHORRA...

Chamei a gerência daquela porcaria.
E segue reclamação por escrito, com os melhores cumprimentos.

segunda-feira, abril 09, 2007

Futurologia?

Imagino as graçolas que se farão à Indy daqui a uns anos. Quando eu começei a estudar, era a escola superior de jornalismo que caía na risada, depois veio a Fernando Pessoa com os seus ilusres doutorandos em Relações Internacionais, e agora são os semi-canudenses no curso de Autarquia Local. Quem me dera ser mosquinha para daqui a a 10 anos receber alguns CV's só para me distrair.

Colocado por Bart Simpson 11:20 p.m.  

Desisto

Não vejo mais o Herman. Foi a última vez. Muito mau. Esta "Hora H" está a milhas de distância de outros programas fantásticos daquele que foi considerado o melhor humorista português.

Colocado por Bart Simpson 11:59 a.m.  

sexta-feira, abril 06, 2007

Questão existencial:

Porque enterramos os nosso políticos com honras de Estado e os nossos artistas com indiferença?

quinta-feira, abril 05, 2007

“Pára aí esse gajo!”


Só quando as merdas nos acontecem é que paramos (mais) para pensar nelas. Hoje, há pouco, fui vítima de vândalos. Saído da minha carrinha do pão, e depois de um dia de cão que começou com um funeral, ía ficando sem grande parte da minha vida uma vez que 4 gandulos se preparavam para me roubar o portátil. Foi um pequeno momento de distracção. Uns segundos aproveitados pelos profissionais do gamanço, por uns delinquentes que apenas roubam por gozo e sádico prazer. Uns verdadeiros filhos da puta que envergavam um t-shirt dos SD. Tive a sorte, que raramente me acompanha, de estar uma alma parada no passeio que se apercebeu do meu desespero e ouviu o meu grito de alerta. Deu ele dois passos e o larápio amedrontou-se, deixando cair o computador no meio do chão. Com os bofes de fora, abeirei-me da caixa que guarda metade da minha vida e agradeci como se não houvesse amanhã a um desconhecido que ainda não tinha percebido muito bem o que acontecera. Não contente, obviamente, meti-me de novo no carro e tentei encontrar as almas parideiras uma vez que do 112 não recebi resposta. Dizem que o INEM é eficaz, mas deve ser por causa da quadra pascal que não obtive resposta alguma ao telefonema. Na volta, decidiram imitar os parlamentares e antecipar o fim-de-semana. Graças a dEUS. É óbvio que a minha busca não deu em nada – e ainda bem, penso agora, senão levava um malho das antigas – mas fiquei-me pela intenção. De novo no lugar onde estacionara antes, coloquei o laptop à tiracolo não fosse o diabo tecê-las e os meus amigos estarem por perto.

Mas ainda não acabou. Há mais surpresas. Leiam esta: sete passos depois de fechar o carro, sou abordado por um sujeito negro, aparentemente com dificuldades económicas, com uma lenga-lenga que não sei quê e tal. Pedi para abreviar e já sabia onde ele queria chegar: dinheiro. Dei-lhe 4€ e só agora percebi que não tenho graveto suficiente para tomar um simples café amanhã... Apesar da minha boa acção, acho que fui comido pelo preto. Há dias do caralho! Já mereço um charro. Vou ali e já venho…

Colocado por Bart Simpson 11:36 p.m.  

segunda-feira, abril 02, 2007

Ai querem Salazar?...

Pela primeira vez em muito tempo, assisti ao programa dos Gato Fedorento.

No programa de ontem à noite, foi interpretado um clássico escrito por Ary dos Santos, célebre pelo seu refrão: "Agora o povo unido nunca mais será vencido". Com o seu humor corrosivo, a equipa do programa inverteu o sentido da letra, sintetizando a suposta vontade da população portuguesa, que elegeu Salazar como o maior português de todos os tempos.

É triste, mas achei piada. O português é mesmo assim: a liberdade e democracia dão muito trabalho e dores de cabeça. Anda a população tão farta deste país de m**** que até já prefere viver em ditadura. Só não repararam que neste momento temos o "Melhor Português 2.0" no Governo. E que não gostam assim muito do que ele anda a fazer...

domingo, abril 01, 2007

Será mentira...

ou estarei a pensar em deixar de escrever neste blog?

Colocado por Bart Simpson 1:24 p.m.