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quarta-feira, junho 27, 2007


Tenho um espírito um pouco diferente da maioria das pessoas quando vai para uma cidade que não conhece. A tentação maior é ir aos locais de culto, de fama, de turismo por excelência. Comigo, não se passa tanto assim.
Ver uma cidade não é subir ao topo da Eifel (que fiz, mas quase contrariado), já que “perdi” 2 horas e meia da minha vida enquanto poderia estar a calcorrear as ruas de Paris e a “cheirar” a cidade. Dispenso, embora venha nos livros que assim deva ser, ter de passar horas nas filas aos encontrões para tentar vislumbrar um bocadinho de história.
Nesta passagem pela capital francesa, apenas entrei em Notre-Dame e Sácre-Coeur (impressionou-me muito mais a segunda que a primeira) e porque fui “empurrado” lá para dentro por autênticos dilúvios. Passei apenas pelo Louvre, pelo Museu D’Orsay e por outros lugares históricos, mais com o sentido de perceber a arquitectura da cidade do que propriamente para conhecer os seus interiores.
Ver uma cidade é entrar dentro dela. É seguir os nativos, comer o que eles comem, beber o que eles bebem, ouvir o que eles ouvem. Sentir o pulso a um lugar é permitir-nos entrar no mundo deles e receber de braços abertos o que nos tem para dar. Nesse sentido, procurei a sorte e encontrei em St. Michel (Quartier Latin), um espectáculo improvisado, com um som a modos que sofrível mas uma vontade de partilhar alegria com todos os outros. Três músicos, todos negros, animaram um pedaço da noite.

É isto. É este ritmo que procuro quando vou a um lugar desconhecido. Se tiver mais tempo, faço por saber mais sobre a cidade, mas fazer turismo de carneirinhos não é comigo. Isso e grupos com programas pré-definidos. Fujo deles a sete pés.
Etiquetas: Pinceladas de Paris Junho 2007
Colocado por Bart Simpson 5:15 p.m.
segunda-feira, junho 25, 2007
Até o simples facto de me teres colocado as chaves do teu carro na minha mão, tu que me conheces tão pouco, revela a extraordinária pessoa que és. Estou banzado, como te disse outro dia. Fico a pensar se serei merecedor dessa confiança.
E a volta que hoje dei por Lisboa deu-me mais vontade de fugir do Porto, abalando para sul, mudando os horizontes e azimutes da minha vida, deixando para trás pessoas de quem gosto e de quem nunca me separarei por causa da distância. Lisboa, por muito que não queiram os bairristas, é muito superior ao Porto e fica a anos-luz no que a grandiosidade diz respeito. No Porto come-se melhor? Provavelmente. Em Lisboa a vida é mais cara? Claro que sim. Mas vale mais a pena. É maior em tudo. E nas mentalidades nem se fala.
Também me deu gozo levar a apetitosa da tua amiga ao topo do Elevador de Santa Justa, diz-lhe isto, ela uma lisboeta de gema que nunca lá tinha posto os pés, precisou de um portuense para lhe mostrar os céus de Lisboa, donde se via isto na tarde de ontem:
Colocado por Bart Simpson 4:14 p.m.
sexta-feira, junho 22, 2007
Acabado de chegar de Paris, o Bart passou na minha casa e juntos estivemos a ajudar a minha filha a fazer os trabalhos de casa : quadras de S. João.
Algumas foram utilizadas, outras, vá-se lá saber porquê, foram censuradas!
Aqui ficam as censuradas:
"Ó meu rico S. João,
onde vais fazer a festa,
Se levares o meu irmão
eu dou-te um beijo na testa."
(Bart)
"Quando chegares de madrugada,
Não digas nada aos teus pais,
Que a noite foi bem passada
A comer broa nos Guindais"
(Bart)
"Por não gostar de sardinha
comi a tua febra,
tanta fome tinha
ficaste toda negra"
(Patologista)
"Em noite de S. João
renasci como a Fénix
Quando pousaste a tua mão
No meu vigoroso Pénix"
(Patologista)
"Mas a história não acaba
Sem a boa da fodinha
Além de aliviar a tripa
Faz a digestão da sardinha"
(Bart)
"Com sabedoria S. João
Baptizou Jesus Cristo
Malandrote ou não
Preferia chupa-misto"
(gentilmente enviada por AMAFAS)
E agora é a tua vez! Colabora, envia-nos a tua quadra!
Colocado por patologista 2:11 p.m.
quarta-feira, junho 20, 2007
Há gajas boas em qualquer lado do Mundo, disso ninguém duvidará, mas existem pequenas diferenças:
A Portuguesa: é boa mas não tão boa como realmente é e faz-se de difícil embora seja só fachada. Dois dedos de letra e as mocinhas caem que nem tordos. O segredo está em levá-las onde querem e assobiar baixinho.
A Espanhola: é espalha brasas. Boa todos os dias, berra mais do que fala e isso espanta clientes. Sabe vestir-se mas isso só não chega.
A Inglesa: desbocada é o mínimo que se pode dizer. Bebem até cair, provocando o contacto e a brejeirice. Com um bocadinho de sol, andam com as mamas de fora a ver se tem sorte na pescaria;
A Italiana: das melhores, mas muito espalhafatosas. Confirmarei quando lá for para o ano, mas a ideia que tenho é que vestem de uma forma pouco recomendável e a roçar o mau gosto putaniano. E também berram, o que chateia bastante;
A Francesa: tem tudo o que de bom as outras inventaram mas com uma petit grand diference: estilo, é a melhor e mais rigorosa definição.
Em resumo, há gajas boas aos pontapés, mas as francesas levam a melhor e por duas razões principais: tem charme e… falam francês, o que as torna apetitosas e irresistíveis.
Nota: o universo deste estudo é constituído por um indivíduo de sexo masculino com
Etiquetas: Pinceladas de Paris Junho 2007
Colocado por Bart Simpson 10:43 a.m.
segunda-feira, junho 18, 2007
“Embarquei” com o meu ex-professor António Pinho Vargas nos ouvidos e saí de Orly rumo a Pedras Rubras com o dever cumprido. Ouvi sempre as mesmas músicas, sem parar, desde que de lá saí, em repetição total. Paris arrebatou-me, levou-me às cordas e jogou sujo comigo. Mexeu no assunto proibido, no tema tabu. Foi psicanálise pura. Fez-me lembrar, a cada passo, alguém que perdi há pouco e que ainda me faz falta: o meu pai. Tinha (tive) vontade de passear com ele por lá e respirar aquela cidade ao seu lado, toda aquela atmosfera. Chorei várias vezes e senti uma tremenda saudade. É que por detrás desta carapaça que visto, está um homem lamehas, um "conas" como dizem na minha terra. Paris foi, sem dúvida, a mais esplendorosa viagem que fiz ao estrangeiro, superando todas as outras, mesmo que tenha estado (quase) sozinho na minha concha.
Ao sabor do tempo, irei colocar por aqui algumas histórias dos dias bem passados. O que for saindo, sem pressas.
No entretanto, penso já na viagem a Marrocos no fim de Julho, para depois, em Agosto, ficar a trabalhar enquanto os outros deixam a cidade vazia, e em Setembro, de novo, arrancar para o Seixal e rever a Festa do Avante. O final do ano também já está na calha e Barcelona é uma possibilidade forte. Para 2008, em Abril ou Maio, o difícil vai ser escolher entre Milão e Veneza.
Patologista: agradece à M. o mp3 emprestado. Ou melhor, deixa estar que faço eu. Daqui a pouco estou aí para por a conversa em dia.
Etiquetas: Pinceladas de Paris Junho 2007
Colocado por Bart Simpson 9:03 p.m.
quinta-feira, junho 14, 2007
2. Como engenhocas e puros idiotas, demos mais uma refrescadela (15 dias atrás) ao template, acrescentado as "Frescas e Boas" (para ser desnecessário procurar novos comentários em cada caixa), e, vincando a nossa veneração a JCN, está chapada a sua tromba junto ao nosso endereço (só disponível em Firefox - descarrega aqui o melhor browser do momento! ou IE7).
3. Pelo facto do aniversário do tasco, o segundo, ter sido no passado domingo (agradecimentos à Maria por se ter lembrado), seria motivo mais que suficiente para corrigir alguns dos links e outras tralhas, mas santa paciência, estou sem pachorra absolutamente nenhuma;
4. Grandes abraços para o Manelito e por duas razões: a primeira, é que este blog não poderia existir, desenhado tal como está, sem a sua preciosa colaboração, já que os demais são perfeitos analfabetos em programação html e quejandos. A segunda, porque desde o inicio de Junho que desempenha altos serviços, e qualificados, ao novo estado Francês, tendo sido requisitado para lá permanecer até Setembro. Daqui do burgo, as maiores felicidades.
5. Eu parto em férias, mais exactamente para Paris, já esta sexta-feira, e quando voltar não esperem encontrar-me (tanto) por aqui. Estou a alterar hábitos, costumes, gentes e vícios. Como dizem os Humanos, a mudar de vida. Talvez regresse um dia, de pantufas, ou deixe um comentário para apimentar uma qualquer conversa. Nunca se sabe.
Espero que tenha sido tão bom para vocês como foi para mim :)
À bientôt.

Etiquetas: ó pra mim a dar de frosques
Colocado por Bart Simpson 12:28 a.m.
segunda-feira, junho 11, 2007
Fico fodido sempre que me mandam trabalhar ao domingo! É o dia para ficar um pouco mais na cama, seja a dormir, seja só a preguiçar!
No entanto, vezes há em que o meu elevado profissionalismo e o sentido de dedicação e amor ao trabalho me fazem quase esquecer que é domingo!
Foi o caso de ontem...

Colocado por patologista 5:07 p.m.
sexta-feira, junho 08, 2007
Colocado por Bart Simpson 2:24 p.m.
quarta-feira, junho 06, 2007

Colocado por Bart Simpson 5:16 p.m.
segunda-feira, junho 04, 2007
[adenda: nem de propósito, Francisco José Viegas escreveu esta 2ª feira sobre as vicissitudes dos erros ortográficos nas ditas provas. Para ler devagarinho, porque os erros atrapalham muito].
Colocado por Bart Simpson 5:18 p.m.
Socrates vai hoje ter uma reunião de trabalho com o novo Presidente de França.
Será que ontem enviou algum fax com o exame de francês para a Independente?
Colocado por António Medon 11:04 a.m.
sexta-feira, junho 01, 2007
São regulares os ataques de democratizite que invade alguns dos organismos estatais. Aliás, o legislador português, na ânsia de ser absolutamente democrata, falha redondamente e amiúdes vezes, tentando impor leis que não são minimamente exequíveis. Vem a este propósito a mais recente posição da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social).
Em duas penadas o que se passa é isto: a dita entidade acha que o voto em urna se devem sobrepor a qualquer redacção e impor quotas mínimas e máximas de noticias sobre o partido A ou B. É um absoluto disparate. Imaginem a obrigação de fazer os fretes ou de não dar a noticia, não por a não ser, mas sim porque já se ultrapassou o permitido por lei. Como escreve, e bem, Francisco José Viegas, teremos de gramar com o Marques Mendes mesmo que ele se cale? Ou “encher chouriços” com o Sílvio Cervan?
Colocado por Bart Simpson 9:50 a.m.








