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sexta-feira, agosto 31, 2007

FIM (post nº 1442)

Se repararem, este post está a entrar antes de tempo. Decidimos colocar este "aviso prévio" para vos/nos habituarmos à ideia. São várias as razões, mas sobretudo o tempo que não nos sobra, que nos leva a terminar com este projecto que, ainda assim, não logrou atingir todos os objectivos propostos.

Os textos até este 31 de Agosto surgirão na sua ordem normal de entrada. Portanto, pedimos aos leitores que desçam um pouco a página para continuarem a visualizar em tempo real.

Finalizo, agradecendo. Em nome de todos nós e para todos aqueles que nos visitaram durante 26 meses, muito obrigado. E como diria o Sousa Veloso, "despeço-me com amizade até ao próximo programa" - (blog).

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Colocado por Bart Simpson 11:59 p.m.  

Breack on through to the other side

Fina-se este, mas abre-se outro. Quem estiver interessado em saber onde escrevo agora, envie um correio para freemail_101@hotmail.com ou adicione o mesmo endereço ao Messenger para nos comunicarmos. Mas aviso: vai ser, certamente, bem menos interessante que este. Para os que lá forem, um até já; para os que se ficam por aqui, façam o favor de ser felizes;

Colocado por Bart Simpson 8:32 p.m.  

Final !

Como já é sabido, acabamos hoje com O "PROPRIEDADE PRIVADA".
Durante este tempo, estivemos sempre com o nosso espírito de crítica aguçado. Uns mais do que outros, é verdade.
Pela minha parte fiz aquilo que achei ser normal, colaborei dentro das minhas possibilidades. Foi bom porque disse o que me ia na "alma".
Foi bom também porque se juntou um grupo de amigos, verdadeiros amigos: Patologista, Detritus, Manelito, Ruca e Bart.
Só dizer mais uma coisa: não podemos esquecer o trabalho do Bart, pois foi ele sempre o motor deste Propriedade Privada.
Até sempre, ou até breve!

Colocado por António Medon 12:14 p.m.  

quarta-feira, agosto 29, 2007

Ser estupido ou não ser, eis a questão

A propósito do suposto braço armado da ETA em Portugal, muito se tem escrito. Ontem, nomeadamente, foi dia para as altas instâncias portuguesas e espanholas se encontrarem na capital lusa, no sentido de discutirem e confrontarem formas de actuar em caso de ser verdadeira essa possibilidade. Ora, e como se sabe que este grupo armado faz explodir carros pessoais, mandaria o bom senso que as televisões, como a Sic o fez, não divulgasse a cara dos responsáveis e as matriculas das viaturas particulares, não? Das duas uma: ou é distração ou estupidez, e nenhuma das duas é aceitável.

Colocado por Bart Simpson 11:24 a.m.  

segunda-feira, agosto 27, 2007

Serviço Público (ou o "mete nojo" do costume)


Nelson Évora não é português, ou melhor, já é mas nasceu em Cabo Verde. Francis "Qualquer-Coisa" é o que se sabe. Naíde Gomes, outra recente medalhada, também não é de cá. Deco, um dos mais ilustres futebolistas dos últimos tempos, nasceu do outro lado do oceano, Eusébio, essa glória, só depois de cá chegar é que foi (re)baptizado. Valha-nos a Rosa Mota, que além de portuense - não é uma dessas qualquer - sabe dizer uma boa caralhada com sotaque do Norte, além de envergar, alegremente, uma enormíssima floresta sovacal.

(obs: a Judite de Sousa não ficou bem dizer "o atleta do Benfica...". Lá por ser casada com um destacado corrupto, perdão, militante, social-democrata que também é vermelhusco...)

[adenda: para que fique claro, porque já duas pessoas me pediram explicações por email, este post não tem nada contra os emigrantes em Portugal. Bem pelo contrário. Se não fossem os eslavos e os negros, muitas das construções, que o tuga tanto gosta, ainda estavam a meio. Tem a ver, isso sim, com a necessidade de termos de importar campeões para ganhar medalhas pelo nosso país e só aí, só mesmo aí, é que se dá o devido valor a essa malta. Na minha perspectiva, as medalhas que são ganhas, são-nas de Cabo Verde, Guiné, Moçambique...]

Colocado por Bart Simpson 9:50 p.m.  

sexta-feira, agosto 24, 2007

A explicação

Como este blog tem os dias, literalmente, contados, e porque eu próprio relatei duas impressões sobre as minhas raivinhas de estimação (aqui e aqui), eis que falta o retrato da minha opinião sobre Cesária Évora.

Não tem a ver, necessariamente, com a música. Consigo ouvir mornas, sem problemas, mas não repetidamente. Não é o meu estilo favorito, mas tal como noutros ritmos, farto-me de ouvir sempre o mesmo, horas a fio. Consigo dançar, balançar-me, ir na onda, mas nunca infinitamente. Aliás, esta é mais uma das razões porque não vou a raves.

A raivinha em relação à Cesária é mais profunda: tem a ver com a imagem que ela transmite (transmitiu?), em relação ao abuso do alcool. Talvez seja por um caso que me foi muito próximo, por figuras que vi fazerem mesmo ao meu lado, talvez. Ir para cima de um palco completamente embriagada... A voz arrastada, os olhos semi-cerrados, o cambalear permanente... Faz-me lembrar, sempre, a imagem triste que Bob Dylan deu no Live-Aid, no original, o tal promovido por Geldof, largando a guitarra e zurrando qualquer coisa para o microfone. Uma figura mediática, precisamente e até por isto, não pode dar-se a estes ares e cobrar respeito.

Eu gosto de beber os meus copos e quejandos, mas não vou a seguir ter reuniões com clientes ou fornecedores. Está dito.

Colocado por Bart Simpson 5:46 p.m.  

terça-feira, agosto 21, 2007

La movida!!!


A noite madrilena é brutal. Aquela malta só pára de manhã. Estão toda a noite em copos e farra que até cansa. Ainda assim, alguns "quês":

Oferta: em quantidade mas não em qualidade. É muito fácil encontrar um bar aberto, até porque os "arrumadores" fazem questão de nos ir buscar ao meio da rua. A moda dos vouchers de acesso é uma realidade tão banal que quase pegamos nos pequenos pedaços de cartão com naturalidade. Aliás, uns são tão dedicados ao trabalho que enganam o mais incauto, cansado, bebido ou fumado. Foi o que nos aconteceu, tendo ido parar a um bar de strip-tease do mais rasca que há. Acredito que nem nos piores espaços do Porto ou Lisboa se desça tão baixo. Fizemos o que nos competia, acabamos a nossa cuba-libre que tinha acabado de custar 10€ e saimos. Rápido.

O outro problema da noite de Madrid é a excessiva utilização da música nacional. Problema para mim, que considero que não é de qualidade suficiente para se ouvir numa bar ou discoteca. Eles não entendem que para o turista aquilo é "chinês". O turista não conhece as músicas que eles cantam de principio a fim. Nem quer saber se eles gostam dos Abba (como eu tive de gramar). É uma questão cultural, sem dúvida, mas na minha opinião é uma questão de (mau) gosto que eu acredito que os espanhóis tem.

Se fosse possível fundir Londres com Madrid, as noites seriam incríveis. Juntar a qualidade da noite inglesa, com os imensos pubs com bom som, música ao vivo de enorme qualidade, uma diversidade de estilos e a vontade das pessoas circularem e entrarem em todo o lado, então teríamos a noite perfeita.
E invertam esta imagem. Vale a pena. Eu sei que sou básico, mas não consegui colocar a dita direita :)

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Colocado por Bart Simpson 12:00 p.m.  

sábado, agosto 18, 2007

Nunca mais é Outubro

Estou farto de ouvir os Sétima Legião na rádio. Será da Silly Season?

Colocado por Bart Simpson 7:39 p.m.  

quinta-feira, agosto 16, 2007

Muito POWER


Diz uma amiga minha que eu agora não tenho parança. Deve ser por isso que, horas depois de chegar à civilização, e sôfrego de confusão e animação, estou na tribuna VIP a assistir ao espectáculo. E VIP significa entrar de borla e ter as lourinhas sempre à mão, completamente for free...

Indo ao som propriamente dito, Pacman & Muchachos estiveram muito bem. Nunca os tinha visto e fiquei agradado. Tem muito power. Já os Chemical, desiludiram(me). Som demasiado electrónico, se bem que com uns efeitos visuais de qualidade. Mas saí ao final da 4ª música.

Para o Pelouro da Juventude da CM Gaia um recado: fazer, ou tentar fazer, deste espectáculo, a rampa de (re)lançamento para um suposto Festival de Verão, não me cheira. Num dia feriado, em pleno Agosto, com Paredes de Coura a decorrer... Julgo que seria melhor repensarem a estratégia.

Colocado por Bart Simpson 11:40 a.m.  

domingo, agosto 12, 2007

Vivendo a vida, ao meu gosto

Desde ontem no retiro, depois de três dias tremendos de adrenalina, vejo que a têvê continua a dar uma má aula de cidadania e a estupidificar a malta: a rtp transmite, em directo, um programa da música ligeira portuguesa que atrai, sobretudo, os avecs por aí espalhados, esses que vão para as Franças ter um trabalho muito pior do que tinham cá mas que ganham muito mais do que aqui e se acham gente a sério (quiça culta), roçando os limites do mau gosto e da brutalidade intelectual; a sic que passa uma reportagem com um craque de futebol que não é mais que uma máquina de fazer dinheiro a gozar com os pobres (e mesmo com os remediados), passando depois uma novela qualquer, igual a todas as outras que não são mais que a repetição da última; uma tvi que emite um programa medíocre de estreia dos morangos estragados, podres de tanta mensagem vazia de conteúdo, embrutecendo os adolescentes ainda mais, se é que ainda é possível, eles que já tão poucas referências terão de qualidade não discutível.

Vale-me a tranquilidade, boas companhias e altos mangares. Mais a Fiona Apple a rolar. E como digo no título...

[para memória futura: um beijo grande para o Charlie e para a Tuxa, para o Lázaro e para a Graça, aos putos, à Mónica e Cláudia por tão fantásticos dias. Por tudo o que já me deram e poderão vir a dar. E aos meus tios, que tem um bom gosto do caralho em ter uma casa em Espadanedo]

Colocado por Bart Simpson 11:14 p.m.  

quarta-feira, agosto 08, 2007

Sábado passado, em Vigo


Cheguei em cima da hora e curti até às três da manhã. Pelo meio, este francês com descendência castelhana, canta algo que é o meu ideal de vida: "Tequila, Sexo, Marihuana". Atrevo-me a acrescentar apenas música e um bom duche (não necessariamente esta ordem), e está encontrado o paraíso. Agora vou de férias (mais uma) semana. E não vou, nem faço nada, clandestinamente...

Colocado por Bart Simpson 1:45 p.m.  

segunda-feira, agosto 06, 2007

Alguém me explica?

Não tenho boa impressão dos timorenses. Acho-os feios, quiça porcos e alguns maus. Agora ficamos todos a saber que Ramos Horta e Xanana Gusmão pensam que somos todos, a começar por eles mesmos, básicos e estúpidos. Por lá, quem ganha as eleições nas urnas, perde na secretaria.

Colocado por Bart Simpson 9:50 p.m.  

sábado, agosto 04, 2007

Podiam fazer um pequeno esforço

Madrid cresceu muito em 20 anos, sobretudo na projecção que conseguiu alcançar na Europa. Deixou de ser "apenas"a capital de Espanha, para passar a ser uma verdadeira capital europeia. No entanto, velhos hábitos latinos continuam latentes e ainda não foram ultrapassados: falo da limpeza e higiene da cidade.

A zona central está impecável. A Gran Via, Alcalá, Recoletos, Cybeles, Prado, Retiro, enfim, todos as zonas altamente turísticas estão absolutamente recomendáveis a qualquer um. No entanto, é manifestamente triste constatar que a mania de urinar na via pública é um acto tão latino. Pobre do Quixote ter de aguentar aquele fedor todo o santo dia!



Mas há mais: as zonas de Chueca (gays) e Lavapiés (artistas) também deviam ser alvo de uma intervenção. Par uma cidade que se quer como referência, estes velhos costumes terão de ser irradiados, sob pena de os espanhóis não conseguirem conquistar o respeito devido.





Algo que também me surpreendeu, pela negativa, foi a enorme oferta sexual mesmo no centro da cidade e de forma completamente à descarada. Confesso que é um mundo que eu não domino mas que (quase) me chocou. São às dezenas as prostitutas que se oferecem da forma mais descontraída que se possa imaginar. Mulheres de todos os feitos, desde as esculturais negras (uma delas, em particular, levaria qualquer homem ao céu), de várias nacionalidades (julgo que muitas eram romenas, pela tez escura) e idades (mas com incidência para as sub-30).




Com isto, Madrid também perde, na minha opinião. Ganhará clientela? É possível, mas também perderá alguma.




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Colocado por Bart Simpson 3:55 p.m.  

quinta-feira, agosto 02, 2007

Respirar a cidade

O Hostal Lido (local manhoso, mas não tão manhoso assim), ficava mesmo na zona de bares e discotecas. Para quem conhece, a dois minutos da Porta del Sol - ou a 5 da Plaza Mayor. Como tal, nunca precisamos de transportes públicos para rigorosamente nada. Aliás, minto. Na primeira noite, confiante no meu sentido de orientação, perdi-me. Regressamos de táxi. Foi remédio santo.


Reconfortados com um duche e sôfregos por reconhecer a cidade, saímos do quarto e papamos quilómetros que foi um disparate. Na Gran Via reencontrei o Hostal Valência que me tinha acolhido 20 anos atrás e descobri que os cinemas, lá, não se tornaram em lojas de marca ou sedes de banco. Devem ser os tais critérios diferentes, que levam mais ou menos gente ao centro da cidade, digo eu...


Fiquei espantado com a paranóia de segurança que implementaram. A cada passo, um carro de policia, uma moto, uma brigada a pé. É sistemática a presença da autoridade. Por essa razão, mais estranhei - ou talvez não - que me tivessem avisado, por duas vezes, para não deixar o telemóvel em cima de uma qualquer mesa de esplanada (que eles cultivam muitíssimo bem). E numa dessas esplanadas, em Recoletos e quase às duas da manhã, duas senhoras septuagenárias tomavam o seu chá. Querem melhor exemplo da diferença de culturas, ou da "cultura da noite"?

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Colocado por Bart Simpson 1:55 a.m.  

quarta-feira, agosto 01, 2007

Até já!

Como diz o grande José Gomes Ferreira "viver sempre tambem cansa".
E isto de manter um blog ao longo de dois anos foi algo que me deu grande gozo, mas que me começa a cansar.
Por isso aqui vai o maior dos abraços aos meus colegas (melhor será dizer amigões do caralho, que somos malta do Porto) aqui do Propriedade Privada. Mas a esses vou continuando a ver ao longo da vida, porque tambem é deles que é feita a minha história, a minha vida.
A todos os outros que fui conhecendo (será que de facto chegamos a conhecer alguém através de net's e afins?), o meu obrigado. Pelos comentários que foram deixando aos meus post's e pelos textos que me deram a ler nos seus blogs.
E como o bichinho os blogs ficou, talvez volte sobre um formato um pouco diferente.

"pois não seria mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois,
achando tudo mais novo?"

José Gomes Ferreira

Colocado por patologista 11:37 a.m.