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terça-feira, agosto 21, 2007
La movida!!!

A noite madrilena é brutal. Aquela malta só pára de manhã. Estão toda a noite em copos e farra que até cansa. Ainda assim, alguns "quês":
Oferta: em quantidade mas não em qualidade. É muito fácil encontrar um bar aberto, até porque os "arrumadores" fazem questão de nos ir buscar ao meio da rua. A moda dos vouchers de acesso é uma realidade tão banal que quase pegamos nos pequenos pedaços de cartão com naturalidade. Aliás, uns são tão dedicados ao trabalho que enganam o mais incauto, cansado, bebido ou fumado. Foi o que nos aconteceu, tendo ido parar a um bar de strip-tease do mais rasca que há. Acredito que nem nos piores espaços do Porto ou Lisboa se desça tão baixo. Fizemos o que nos competia, acabamos a nossa cuba-libre que tinha acabado de custar 10€ e saimos. Rápido.
O outro problema da noite de Madrid é a excessiva utilização da música nacional. Problema para mim, que considero que não é de qualidade suficiente para se ouvir numa bar ou discoteca. Eles não entendem que para o turista aquilo é "chinês". O turista não conhece as músicas que eles cantam de principio a fim. Nem quer saber se eles gostam dos Abba (como eu tive de gramar). É uma questão cultural, sem dúvida, mas na minha opinião é uma questão de (mau) gosto que eu acredito que os espanhóis tem.
Se fosse possível fundir Londres com Madrid, as noites seriam incríveis. Juntar a qualidade da noite inglesa, com os imensos pubs com bom som, música ao vivo de enorme qualidade, uma diversidade de estilos e a vontade das pessoas circularem e entrarem em todo o lado, então teríamos a noite perfeita.
Oferta: em quantidade mas não em qualidade. É muito fácil encontrar um bar aberto, até porque os "arrumadores" fazem questão de nos ir buscar ao meio da rua. A moda dos vouchers de acesso é uma realidade tão banal que quase pegamos nos pequenos pedaços de cartão com naturalidade. Aliás, uns são tão dedicados ao trabalho que enganam o mais incauto, cansado, bebido ou fumado. Foi o que nos aconteceu, tendo ido parar a um bar de strip-tease do mais rasca que há. Acredito que nem nos piores espaços do Porto ou Lisboa se desça tão baixo. Fizemos o que nos competia, acabamos a nossa cuba-libre que tinha acabado de custar 10€ e saimos. Rápido.
O outro problema da noite de Madrid é a excessiva utilização da música nacional. Problema para mim, que considero que não é de qualidade suficiente para se ouvir numa bar ou discoteca. Eles não entendem que para o turista aquilo é "chinês". O turista não conhece as músicas que eles cantam de principio a fim. Nem quer saber se eles gostam dos Abba (como eu tive de gramar). É uma questão cultural, sem dúvida, mas na minha opinião é uma questão de (mau) gosto que eu acredito que os espanhóis tem.
Se fosse possível fundir Londres com Madrid, as noites seriam incríveis. Juntar a qualidade da noite inglesa, com os imensos pubs com bom som, música ao vivo de enorme qualidade, uma diversidade de estilos e a vontade das pessoas circularem e entrarem em todo o lado, então teríamos a noite perfeita.
Etiquetas: Madrid Julho 2007
Colocado por Bart Simpson 12:00 p.m.
sábado, agosto 04, 2007
Podiam fazer um pequeno esforço
Madrid cresceu muito em 20 anos, sobretudo na projecção que conseguiu alcançar na Europa. Deixou de ser "apenas"a capital de Espanha, para passar a ser uma verdadeira capital europeia. No entanto, velhos hábitos latinos continuam latentes e ainda não foram ultrapassados: falo da limpeza e higiene da cidade.
A zona central está impecável. A Gran Via, Alcalá, Recoletos, Cybeles, Prado, Retiro, enfim, todos as zonas altamente turísticas estão absolutamente recomendáveis a qualquer um. No entanto, é manifestamente triste constatar que a mania de urinar na via pública é um acto tão latino. Pobre do Quixote ter de aguentar aquele fedor todo o santo dia!

Mas há mais: as zonas de Chueca (gays) e Lavapiés (artistas) também deviam ser alvo de uma intervenção. Par uma cidade que se quer como referência, estes velhos costumes terão de ser irradiados, sob pena de os espanhóis não conseguirem conquistar o respeito devido.

Algo que também me surpreendeu, pela negativa, foi a enorme oferta sexual mesmo no centro da cidade e de forma completamente à descarada. Confesso que é um mundo que eu não domino mas que (quase) me chocou. São às dezenas as prostitutas que se oferecem da forma mais descontraída que se possa imaginar. Mulheres de todos os feitos, desde as esculturais negras (uma delas, em particular, levaria qualquer homem ao céu), de várias nacionalidades (julgo que muitas eram romenas, pela tez escura) e idades (mas com incidência para as sub-30).

Com isto, Madrid também perde, na minha opinião. Ganhará clientela? É possível, mas também perderá alguma.
A zona central está impecável. A Gran Via, Alcalá, Recoletos, Cybeles, Prado, Retiro, enfim, todos as zonas altamente turísticas estão absolutamente recomendáveis a qualquer um. No entanto, é manifestamente triste constatar que a mania de urinar na via pública é um acto tão latino. Pobre do Quixote ter de aguentar aquele fedor todo o santo dia!

Mas há mais: as zonas de Chueca (gays) e Lavapiés (artistas) também deviam ser alvo de uma intervenção. Par uma cidade que se quer como referência, estes velhos costumes terão de ser irradiados, sob pena de os espanhóis não conseguirem conquistar o respeito devido.

Algo que também me surpreendeu, pela negativa, foi a enorme oferta sexual mesmo no centro da cidade e de forma completamente à descarada. Confesso que é um mundo que eu não domino mas que (quase) me chocou. São às dezenas as prostitutas que se oferecem da forma mais descontraída que se possa imaginar. Mulheres de todos os feitos, desde as esculturais negras (uma delas, em particular, levaria qualquer homem ao céu), de várias nacionalidades (julgo que muitas eram romenas, pela tez escura) e idades (mas com incidência para as sub-30).

Com isto, Madrid também perde, na minha opinião. Ganhará clientela? É possível, mas também perderá alguma.
Etiquetas: Madrid Julho 2007
Colocado por Bart Simpson 3:55 p.m.
quinta-feira, agosto 02, 2007
Respirar a cidade
O Hostal Lido (local manhoso, mas não tão manhoso assim), ficava mesmo na zona de bares e discotecas. Para quem conhece, a dois minutos da Porta del Sol - ou a 5 da Plaza Mayor. Como tal, nunca precisamos de transportes públicos para rigorosamente nada. Aliás, minto. Na primeira noite, confiante no meu sentido de orientação, perdi-me. Regressamos de táxi. Foi remédio santo.

Reconfortados com um duche e sôfregos por reconhecer a cidade, saímos do quarto e papamos quilómetros que foi um disparate. Na Gran Via reencontrei o Hostal Valência que me tinha acolhido 20 anos atrás e descobri que os cinemas, lá, não se tornaram em lojas de marca ou sedes de banco. Devem ser os tais critérios diferentes, que levam mais ou menos gente ao centro da cidade, digo eu...

Fiquei espantado com a paranóia de segurança que implementaram. A cada passo, um carro de policia, uma moto, uma brigada a pé. É sistemática a presença da autoridade. Por essa razão, mais estranhei - ou talvez não - que me tivessem avisado, por duas vezes, para não deixar o telemóvel em cima de uma qualquer mesa de esplanada (que eles cultivam muitíssimo bem). E numa dessas esplanadas, em Recoletos e quase às duas da manhã, duas senhoras septuagenárias tomavam o seu chá. Querem melhor exemplo da diferença de culturas, ou da "cultura da noite"?

Reconfortados com um duche e sôfregos por reconhecer a cidade, saímos do quarto e papamos quilómetros que foi um disparate. Na Gran Via reencontrei o Hostal Valência que me tinha acolhido 20 anos atrás e descobri que os cinemas, lá, não se tornaram em lojas de marca ou sedes de banco. Devem ser os tais critérios diferentes, que levam mais ou menos gente ao centro da cidade, digo eu...

Fiquei espantado com a paranóia de segurança que implementaram. A cada passo, um carro de policia, uma moto, uma brigada a pé. É sistemática a presença da autoridade. Por essa razão, mais estranhei - ou talvez não - que me tivessem avisado, por duas vezes, para não deixar o telemóvel em cima de uma qualquer mesa de esplanada (que eles cultivam muitíssimo bem). E numa dessas esplanadas, em Recoletos e quase às duas da manhã, duas senhoras septuagenárias tomavam o seu chá. Querem melhor exemplo da diferença de culturas, ou da "cultura da noite"?
Etiquetas: Madrid Julho 2007
Colocado por Bart Simpson 1:55 a.m.
segunda-feira, julho 30, 2007
Indígenas
Em Madrid, a comunidade peruana é brutal. No fim-de-semana fizeram por lá uma convenção que juntou para lá de muitos. E, acreditem, são todos feios, muito muito feios. Nós por cá não precisamos de importar ninguém: temos os nossos próprios nativos, dos bairros camarários, que mais parecem homens e mulheres das cavernas.
E o aeroporto já estava cheio de "avecs". Foi sair de lá a correr muito, antes que fosse infectado por algum vírus impossível de eliminar...

E o aeroporto já estava cheio de "avecs". Foi sair de lá a correr muito, antes que fosse infectado por algum vírus impossível de eliminar...

É caso para dizer: "ay madre, tira-me deste filme ou atira-lhes a fruta às trombas"
Etiquetas: Madrid Julho 2007
Colocado por Bart Simpson 3:55 p.m.




